quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O rapaz do pijama às riscas (finalmente a verdadeira e trágica exploração)

O desejo por parte de Bruno de conhecer o outro lado da vedação era cada vez mais evidente, assim como a vontade que ambos os amigos tinham em brincar juntos.
Shumel olhou então para a vedação que os separara, "colocou a mão por de baixo da mesma e levanto-a um bocadinho, de modo a que um rapazinho do tamanho do Bruno conseguisse passar".
Outra ideia tiveram...
E porque não, Bruno vestir um pijama às riscas igual a Shumel, de modo a ser confundido com mais um daqueles homens que viviam naquele lugar?!
Para eles iria ser "uma grande aventura" e uma forma de juntos procurarem o pai de Shumel, que estava desaparecido.
Sendo assim e para por em prática todas essas ideias, encontraram-se no dia seguinte. "(...) e o que fizeram foi começar afastar-se da vedação em direcção aos barracões (...)".
Bruno estava pasmado com o que via. "Tinha imaginado os barracões cheios de famílias felizes".
Mas na verdade, tudo que ele imaginara que lá existia, afinal não existia.
O que via era "multidões sentadas em grupos, de olhos postos no chão, terrivelmente tristes; as pessoas tinham todas uma coisa em comum, eram esqueléticos, de olhos encovados(...). De facto por onde ele passara consegui ver dois tipos de pessoas: "soldados a gritarem, todos felizes da vida, ou pessoas de pijama às riscas, tristes e a chorarem".





As imagens anteriores comprovam o trágico fim das duas crianças, que aqui neste filme são o retrato do que aconteceu a milhões de judeus.

O sonho das Artes

Não muita gente sabe mas Hitler em criança tinha um grande sonho: queria ser um artista. Seu pai era contra esta vontade de Adolf por isso este não pode seguir de imediato o seu sonho. Depois da morte de seu pai, em 1905 Hitler inscreve-se na Academia de Belas artes de Viena porém a sua pressa não parecia muita, passando dois anos sem fazer nada prático limitando-se à música, ao desenho, ao teatro e sobretudo à obra de Richard Wagner.

Em 1907 decide realizar verdadeiramente o exame para a Academia, deixando a sua mãe doente rumou a caminho de Viena com todas as expectativas no exame. Porém foi reprovado e revoltou-se, apesar de não ter pedido nunca a revisão da prova, a reprovação não fazia parte dos seus planos. Decide então voltar a casa e dedicar-se a cuidar de sua mãe.

Segundo Ian Kershaw “tanto sua irmã Paula como o doutor Block testemunharam posteriormente sua entrega devota e infatigável ao cuidado de sua mãe agonizante”. Klara Hitler morreu no fim desse mesmo ano. Doutor Block afirma “nunca ter visto ninguém tão prostrado pela dor como Adolf Hitler”. A morte de sua mãe foi um dos acontecimentos que mais marcaram a vida de Hitler, havia morrido a única pessoa que ele alguma vez foi capaz de amar, sendo estes dois (a reprovação no exame de Belas Artes e a morte de sua mãe) alguns dos principais responsáveis pelo seu psicológico desequilibrado que o levaram a atitudes de teimosia, obsessão, prepotência, orgulho, isolamento e idealismo que o caracterizaram para o resto da sua vida.

“Eu havia honrado meu pai, mas amado minha mãe.”Adolf Hitler, Mein Kampf

"A estratégia de Hitler" - Pablo Jiménez Cores

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Guarda Nazi enfrenta Tribunal

Este foi o título de uma das notícias de hoje, no Jornal de Notícias.
A peça relatava que havia começado ontem, em Munique, Alemanha, o julgamento de John Demjanjuk. Ele em tempos foi mecânico, nasceu an Ucrânia e foi capturado pelos soldados nazis e recrutado como guarda de campos de concentração. Exerceu então essa sua função, talvez forçada (?), no campo de concentração nazi de Sorbibor, Polónia.
Diz ainda que "com 89 anos, o réu enfrenta a possibilidade de viver o resto da vida na prisão, sob acusação de ter colaborado na morte de 27 900 mil judeus".
Algo, que muitos dizem ser um acto bárbaro e desumano, e que outros defendem com "unhas e dentes".
Não me cabe a mim fazer qualquer tipo de julgamento. Esse será feito pela justiça. É nisto que acreditam os grupos de judeus e familiares das vítimas, que professavam palavras como "a sua culpa será provada e nunca é tarde para que seja feita justiça."
Demjanjuk "nega alguma vez ter estado envolvido no Holocausto" e admite ter trabalho noutros campos, que não aquele.
No entanto, este julgamento deverá continuar, pelo menos até maio do próximo ano.
Link para ler a notícia na integra:

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Lidice II


Esta fotografia foi tirada, por Priscila Gabriel, em Lidice.
É uma cópia do original das ordens dadas por Hitler em relação a Lidice, esta imagem resume e comprova o que foi dito no post "Lidice".

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Imersão de pessoas em água gelada

Hitler foi o responsável por um grande número de experiências mais horrendas da humanidade. As experiências de congelamento/hipotermia foram conduzidas nos campos de concentração pelo alto comando Nazi. As experiências foram feitas em homens de modo a simular as condições dos exércitos alemães na Frente Oriental. As forças alemãs estavam doentes e mal preparadas para o frio intenso do Inverno Russo. Milhares de soldados alemães acabaram mesmo por morrer devido às baixas temperaturas ou ficaram enfraquecidos por feridas delas derivadas.
As experiências de congelamento foram divididas em duas partes. Na primeira parte estabelecia-se o tempo que demorava a temperatura do corpo a baixar até o indivíduo morrer, e em segundo lugar descobrir a melhor forma de tentar reanimar a pessoa.
Eram usados vários métodos para “congelar” a vítima. Sendo os dois principais colocar a pessoa num reservatório cheio de água gelada ou simplesmente deixar a vítima nua durante a noite no exterior com temperaturas abaixo de zero.
Eram coisas horrendas, o que faziam aos seres humanos, simples seres que eram usados para as experiências mais macabras que se pode imaginar.
Ficou comprovado que o método mais eficaz foi o primeiro. As vítimas, como se era de esperar, eram geralmente jovens judeus, saudáveis e do sexo masculino. Judeus, a raça mais odiada por Hitler. As vítimas eram despidas, e era usada uma sonda para medir a descida da temperatura do corpo que era inserida no ânus do indivíduo. A sonda era firmemente mantida no lugar através de um aro metálico que expandia uma vez dentro do recto.
Chegaram à conclusão que a maioria das vítimas perdia a consciência e morria uma vez que a temperatura do corpo atingisse os 25ºC.
Mas havia um segundo método, método este que consistia em congelar a vítima e amarrá-la a uma maca, e colocá-la nua no exterior. Os invernos rigorosos de Auschwitz eram o local ideal para esta experiência. As vítimas gritavam de dor enquanto o seu corpo começava a congelar.
As experiências de ressuscitação ou aquecimento eram tão cruéis e dolorosas quanto as de congelamento:
A primeira consistia em colocar as vítimas debaixo de lâmpadas de aquecimento tão quentes que queimavam a pele. Uma jovem vítima foi repetidamente “arrefecida” em água gelada até ficar inconsciente, e em seguida colocada debaixo da lâmpada o tempo suficiente para ficar banhada em suor. Morreu numa noite após várias sessões destas experiências.
A segunda forma de aquecimento era a chamada irrigação interna, esta consistia em injectar a vítima congelada com água a ferver em certos órgãos como o estômago, a bexiga e até nos intestinos. Todas as vítimas sujeitas a esta “reanimação” acabaram por morrer.
Um banho quente provou ser o método mais eficaz, a pessoa era colocada numa banheira com água quente sendo esta a seguir aquecida ainda mais. Várias vítimas morreram devido ao choque, uma vez que a água era aquecida depressa demais.
Heinrich Himmler sugeriu uma forma de “aquecimento” que consistia no calor corporal. Ele sugeriu que a vítima e uma mulher tivessem relações sexuais. Esta experiência perversa foi testada com algum sucesso, mas não tanto como o banho quente.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A noite de cristal

"Foram mais de 12 horas de violência e destruição contra a comunidade judaica na Alemanha, que causaram 90 mortos, em números oficiais, e levaram às prisões 30 mil pessoas.
Os ataques começaram na noite de 9 de Novembro de 1938 e prolongaram-se até à tarde seguinte. Com os acontecimentos destas horas - que ficarão conhecidos por Noite de Cristal (Kristallnacht) - abria-se um capítulo trágico e tenebroso na história alemã, que culminaria na estratégia de extermínio do Holocausto.
As casas das famílias judaicas foram invadidas, as lojas e empresas assaltadas, as sinagogas incendiadas. A destruição espalhou-se da Alemanha à Áustria e aos territórios checos - o III Reich hostilizava a sua própria população, segundo o modelo de acção de todo o regime totalitário.
Os testemunhos confirmam que o nível de violência iria legitimar a desumanização a que seriam submetidos os judeus com a barbárie do Holocausto. "Acordei ao som de vidros a partirem-se", recordava ontem Margot Schwarz, então com 17 anos, lembrando que, após o ataque à casa, voltaram "de madrugada para levarem o meu o pai". Não seria o único. Outros tantos milhares foram presos nessa noite e na manhã de dia 10, arrancados de suas casas ou interpelados nas ruas - "não se gerou pânico entre os judeus, apenas uma ideia fixa. Ia ser o salve-se quem puder", comentava Betty Alsberg, hoje com 88 anos. Na época a residir em Breslau (actual Vratislávia), Betty reviveu ontem em palavras o momento de 1938 em que se aproximava da sinagoga local, onde funcionava uma escola rabínica, a arder no centro da cidade. "Os professores diziam-nos 'saiam daqui, saiam da cidade', sabíamos que tudo estava a mudar".
Outros testemunhos relembraram a passividade dos bombeiros, obrigados a actuarem apenas quando os incêndios, que grassavam nas sinagogas e casas de judeus, ameaçassem outras habitações. A sinagoga de Rykestrasse, em Berlim, não foi atacada por estar perto de residências alemãs. Mas nem todos subscreveram a hostilização aos judeus. "Muitos correram riscos nesses dias, por vezes só por nos trazerem comida", assinalava um sobrevivente.
Para o regime, a Noite de Cristal era a resposta à agressão de Ernst von Rath, um diplomata alemão em Paris, por Herschel Grynszpan, um judeu polaco. De facto, abriu o capítulo mais negro na história da Alemanha: o genocídio dos judeus (…)."
Diário de Noticias, 9 de Novembro de 2008
por: Abel Coelho de Morais
O acontecimento de Novembro de 1938 foi o inicio da intensifacação das presseguições. A partir deste momento aumentou o movimento emigratório dos judeus alemães para o resto da Europa, Ásia e América. Além de todo o massacre, os judeus foram ainda considerados os responsáveis pelos estragos, obrigando-os assim a pagar ao Estado uma contribuição de 1000 milhões de euros.

Resultados da primeira sondagem

Relativamente à votação colocada neste blog, com a resposta à pergunta “acha que a contribuição de Hitler para a história mundial foi…”, existiu um total de cinquenta e um votos.
As opções a seleccionaram nesta sondagem eram, “muito má”, “má”, “razoável”, “boa”, “muito boa”.
“Muito má”, foi a escolha que reuniu uma maior percentagem de votos, 56%, correspondendo isto a um total de vinte e nove votos. Seguindo-se “muito boa”, com doze votos conseguidos.
“Razoável” não alcançou mais que quatros votos, e por fim “má” e “boa” com três votos.
A partir destes números é nos possíveis retirar conclusões diversas, que serão mais tarde apresentadas aqui, neste espaço da blogosfera, e no trabalho escrito a ser entregue ao professor na data combinada.


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O Misticismo nazi

Hitler era visto como um Deus pelo povo alemão. A este fenómeno dá-se o nome de Misticismo nazi, que mostra o Nazismo como uma espécie de religião.

Esta “religião” tem origem com Arthur de Gobineau o qual defendia ideais extremamente racistas. Este misticismo guiava-se maioritariamente por ideias pagãs, hindu e samurai.

Os povos Germânicos são a base da crença da Raça ariana defendida por Hitler durante o seu comando de terror. Entre os vários mitos distingue-se o que defende que Hitler escapou para Antárctida onde criou a raça que domina o centro oco da Terra, a raça draconiana.

A cruz suástica era outra manifestação mística do nazismo. Suástica vem da língua sânscrita, de su = "bem" e ast = "ser", e a palavra indica o bem, o sucesso, a vitória. Era visto como um símbolo mágico.

Wikipédia/misticismo nazi

O rapaz do pijama às riscas (A descoberta)

Bruno num dos muitos encontros que teve com Shumel, ganhou coragem e decidiu perguntar-lhe quem na verdade ele era e o que fazia naquele sítio.
As suas respostas a tal pergunta foram várias:
- "Houve um dia em que os soldados chegaram com camiões enormes e disseram a toda a gente que saíssem das casas."
- "Deste lado há centenas de rapazes e a mamã foi separada de nós".
- "Eu sou um judeu."



Tal como as respostas de Shumel nao tardaram, a reacção de Bruno também não, logo que soube que o seu mais recente amigo era judeu, tentou encontrar explicação para tudo.
Falou com a sua irmã que lhe disse que "aquela vedação não está ali para nos impedir de passar para aquele lado. É para os impedir a eles de passaram para aqui. Ele tem de se manter com os da sua espécie."
E numa aula particular com o seu professor, Bruno mais esclarecido ficou acerca de quem eram e do que era ser judeu.


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Partido Nazi - Conclusão dos resultados do número de deputados

De 1925 a 1927 o Partido Nazi falhou na sua campanha nas cidades, e em Maio de 1928 obteu apenas 2,6% dos votos - até 1928 o numero de deputados eleitos diminui de 32 para 12.

Assim os Nazis centraram então a sua campanha nas zonas rurais e pequenas cidades, onde predominava o anti-semitismo com apelos a expropriação das propriedades dos judeus. A propaganda provou resultar, ganhando o apoio de universitarios, veteranos, grupos profissionais, juventude e Classe Média.

Com a crise economica de 1929, a democracia de Weimar mostrou não estar a altura para responder às dificuldades dos desemprego que disparou exponencialmente ate 1932.

Os conselheiros do Presidente do Reich Paul von Hindeburg presuadiram o mesmo a invocar os poderes de emergência conferidos ao presidente. Esses poderes autorizavam o presidente a restaurar a lei e a ordem numa crise. Hidenburg criou um novo governo, designou um chanceler e um gabinete de ministros, para governar num estado de emergência os decretos passados pelo Reichstag. Começou a queda da democracia Weimar.

Heinrich Bruning foi o primeiro chanceler sob o novo sistema presidencial. Ele tinha como missão unificar o governo, e em Setembro de 1930, haviam novas eleições. O Partido Nazi teve uma importante vitória, capturando 18,3% dos votos o que o tornava o segundo maior partido no Reichstag.

Hindenburg acabou o seu cargo de presidente na Primavera de 1932. Com 84 anos de idade, estava relutante em concorer novamente, mas sabia se não o fizesse que Hitler ganharia. Hidenburg ganhou as eleições, mas Hitler recebeu 37% dos votos.
O governo alemão estava á beira do colapso. Os Camisas Castanhas das SA, com uma força que rondava os 400,000, dedicavam-se á violência diária nas ruas. A economia continuava em crise. Em Julho de 1932, o Partido Nazi ganhou com 37% dos lugares do Reichstag, graças a uma massiva campanha de propaganda.

Os Nazis Chegaram, então, ao poder por uma via legítima.