terça-feira, 10 de novembro de 2009

O rapaz do pijama às riscas (A curiosidade)

"Uma história de inocência num mundo de ignorância"


Depois da mudança forçada de casa, Bruno, no seu novo mundo depara-se com algo que para ele era como novo.
Algo que nunca tinha visto em lugar nenhum. É aí, que a curiosidade de criança começa a despertar.

Para além de partes do filme anteriormente apresentado, eis algumas passagens do livro:

"Bruno aproximpou-se da janela e ficou espantado com o que se passava a poucos metros de distância da sua nova casa."

O que viu ele da janela?
"Para começar, nem sequer eram miúdos. Pelo menos, nem todos. Havia rapazes, pequenos e grandes, e também pais e avós. Se calhar alguns tios também. E pessoas daquelas que vivem sozinhas po aí e que parecem não ter família. Era assim".
No entanto, todos eles tinham uma particularidade...
"usavam roupas iguais:um pijama às riscas cinzentas e um barrete na cabeça, também às riscas cinzentas".

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Bandeira Nazi - Cruz Suástica

A Suástica ou Cruz Gamada, como também é conhecida, é usada há milénios por diferentes povos. Faz parte da cultura dos Budistas, dos Hindus, dos Aztecas, dos Celtas, dos Japoneses, dos Chineses, dos Gregos, dos Dinamarqueses, dos Escandinavos, dos Saxónicos, dos Nativo-Americanos e até mesmo, dos Judeus.A palavra “suástica” vem do sânscrito e significa “aquilo que traz boa sorte”.A sua raiz, “Svas”, quer dizer bondade.

Sobre a origem da suástica como símbolo distintivo do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores especula-se muito. Contudo, é o próprio livro de Hitler, Meín Kampf, que explica a escolha da Cruz Gamada.
De acordo com o líder Nazi, a Suástica teria a capacidade de representar a luta em prol do triunfo do Homem Ariano e o desenvolvimento da nação alemã por meio da campanha anti-semita. Com isso, a Suástica viria a ganhar a sua mais reconhecida interpretação.


Por volta de 1920 que o então pequeno Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães viu crescer as fileiras de adeptos e precisava, portanto, de ter uma bandeira ou um símbolo para os seus partidários.


Sobre um fundo vermelho, um disco branco e no centro, a cruz gamada em negro. Quanto ao seu significado, Hitler escreve: "Como Nacional-Socialistas vemos na nossa bandeira o nosso programa. No Vermelho, a ideia social do movimento; no Branco, a ideia nacionalista e na Suástica, a missão de lutar pela vitória do homem ariano, e ao mesmo tempo pelo triunfo da ideia do trabalho produtivo, ideia que é e será sempre anti-semita."


Assim, na localidade de Tegernsee, no verão de 1920, hasteou-se
pela primeira vez, a bandeira do movimento que iria mudar a História da humanidade. Tal símbolo em sentido horário, usado como emblema do partido nazista e do estado alemão sob o III Reich, fora adoptado oficialmente em 1935.

sábado, 7 de novembro de 2009

Desfile Nazi

Os desfiles da Alemanha Nazi eram mais uma das imensas maneiras de enaltecer a imagem de Hitler aos olhos do povo alemão crente no Salvador da Alemanha.



sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Hitler e o anti-semitismo

Para compreender o anti-semitismo, é fundamental diferenciá-lo do anti judaísmo.
O anti judaísmo é o ódio à religião judaica como ideologia ou visão de mundo, enquanto o anti-semitismo é o ódio aos judeus como nação.
Entretanto, aqueles que professam o anti judaísmo acabam por ser anti-semitas, uma vez que partem do pressuposto de que a religião judaica contaminou a nação que segue os seus preceitos.
Por sua vez, o anti-semitismo termina no anti judaísmo, ao sustentar-se na premissa de que só uma nação racialmente inferior pôde ter criado uma religião tida como a religião do Mal.
Na Antiguidade, seitas esotéricas conceberam a religião judaica como a religião do demónio e viam os judeus como os agentes na propagação dessa religião do pecado. Essa visão foi resultado de uma crença dualista, isto é, em dois poderes criadores do universo: o Bem e o Mal, identificando os judeus com o Mal, o que os colocou no papel do mal cósmico e os viu como instrumento do demónio. O termo anti-semitismo foi criado no século XIX, quando as teorias religiosas que acusavam os judeus de deicídio ficaram caducas.
O anti-semitismo era uma das bases da propaganda e política de Hitler. Assim, para ele existiam três raças: as “fundadoras” ou superiores, representadas pelos povos germânicos, as “depositárias”, pelos povos polacos, e as “destruidoras” ou inferiores, que tinham nos judeus o exemplo paradigmático. Obcecado com o ideal de pureza racial, Hitler compreendeu a História como uma permanente luta entre as diferentes raças, na qual a raça superior devia utilizar todos os meios necessários para manter a sua pureza.
A essa visão histórica foi acrescentado o mito da “conspiração judaica mundial”, fortemente difundido em toda a Europa que, entre outras falácias, divulgou a ideia do poder económico do povo judeu e do seu monopólio dos meios de comunicação.
Os judeus foram transformados no bode expiatório e culpados de todos os males pelos quais atravessava a Alemanha, fazendo com que a sua eliminação se tornasse um imperativo de Estado.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Propaganda nazi

Uma das primeiras medidas imediatas em Janeiro de 1933 tomadas por Hitler foi a criação de um Ministério da Propaganda, cuja direção entregou ao doutor Joseph Goebbels. Hitler interessava-se e admirava os modelos de propaganda utilizados pelos ingleses. Na guerra, o objectivo da propaganda é sempre provocar o ódio. “A propaganda consiste em forçar uma doutrina nos povos inteiros. A propaganda actua na sociedade, no ponto de vista de uma ideia e fá-las maduras para a vitória desta ideia.” – palavras de Hitler no seu livro Mein Kampf
Hitler preocupava-se com os mínimos detalhes para dar às circunstâncias que o envolviam um ar de tragédia heróica e romântica, inspirada geralmente na mitologia guerreira nórdica, onde todas as atenções se encontram na figura mítica que se apresenta frente ao seu povo. Não havia nisso qualquer subtileza. Chamou a isso de propaganda e nunca tentou esconder esse procedimento de ninguém. Os objectivos do ministério eram assegurar que a mensagem nazi fosse espalhada através da arte, música, teatro, filmes, livros, rádio, material educacional e imprensa. No ministério da propaganda, Goebbles, tinha duas tarefas principais: assegurar que ninguém na Alemanha lia ou via ideias contrárias ao partido Nazi e assegurar que as ideias Nazis fossem expostas da maneira mais persuasiva possível.
Num regime que se assumia como absoluto, total, todos espaços que dali por diante circundavam os cidadãos, nas ruas, nos edifícios, no estádios, os prédios público e privados, nas fábricas e nas escolas, tudo o que fosse impresso ou que circulava no ar, deveria ser preenchido pelas mensagens, slogans e símbolos do partido nazista e do seu guia Adolf Hitler.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O Diário de Hans (as torturas nos campos de concentração)

O meu nome é Hans nasci numa Alemanha democrática e fui judeu toda a minha vida.

Agora sou apenas mais um dos inocentes presos no campo de Auschwitz.

Hoje quis morrer!

Os médicos voltaram a fazer as suas experiências desumanas de técnicas de descongelamento. Para isso, usam-nos para nos congelar. Querem saber o tempo que uma pessoa demora a morrer após o corpo ser exposto a baixas temperaturas.

Só hoje aplicaram-me as duas técnicas principais, primeiro mergulharam-me em água extremamente gelada de manhã. Pelo que escutei o meu corpo “morreu” aos 25ºC. Soube que me reanimaram com uma das quatro técnicas experimentais: expuseram o meu corpo gelado ao calor insuportável de lâmpadas de aquecimento, reagi, acordei…

Eles voltaram eram cerca das dez horas da noite, quando pensei que já tinha superado o horror de mais um dia, mas desta vez foi ainda mais doloroso. Iam congelar-me ao relento. Vi-me então amarrado a uma maca e exposto, despido, na noite fria dos Invernos rigorosos de Aushwitz. Voltei a congelar.

Desta vez a técnica para me reanimar foi mais rápida e menos dolorosa, simplesmente emergiram-me em água a ferver…Voltei a acordar, cansado, mas vivo.

Já vi muitos de nós morrer depois destas experiências, pessoas que não têm a mesma sorte que eu e são reanimados com as duas técnicas que já mostraram não funcionar. Estas consistem em encher órgão vitais como o estômago e os intestinos com água a ferver ou então são chamadas mulheres que são obrigadas a ter relações sexuais com os “mortos”, a maioria destas técnicas não surtem efeito e os congelados morrem.

Hoje, como muitos outros dias aqui passados, quis morrer!

(este texto não é exerto, é uma obra fictícia dos elementos do grupo, com base em acontecimentos reais nos campos de concentração)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

"O rapaz do pijama às riscas"

Um dos livros/filmes aconselhados pelo grupo, é “O Rapaz do pijama às riscas”. É algo que retrata as aventuras de um rapaz alemão, em plena II Guerra Mundial. Conta todos os desafios de uma amizade repleta de secretos encontros com o seu amigo Shmuel, um menino judeu que se encontra em cativeiro num campo de concentração, e que levaram a um final inesperado, com consequências devastadoras.
Retrata e deixa-nos a reflectir sobre todo aquilo que se passou antigamente na história do mundo, principalmente em relação a muitos milhões de judeus durante a II Guerra Mundial.
O grupo pretende então dar-vos a conhecer melhor esta história que comove o mundo e a quem esta realidade já vivida, não passa indiferente.
Vamos então resumir-vos neste post a obra e o respectivo vídeo do trailler estará no post a seguir. Em momentos posteriores iremos apresentar-vos excertos do filme e do livro.


Bruno é um rapaz de oito anos e vive numa família onde se sente muito protegido. O pai dele é agente nazi e a sua promoção a cargos mais elevados obriga a família a sair da sua casa em Berlim para irem para Acho-Vil, uma despovoada região.
É mesmo por força do destino que Bruno deixa tudo, a sua cidade, a sua escola, os seus avós, a sua família e os seus amigos. Ele ficou triste, não encontrava na nova casa nada para fazer, nem ninguém para brincar.
Um dia, sem nada para fazer resolve ir à janela do seu quarto e lá ao longe avistou um lugar cheio de pessoas, umas mais velhas, umas mais novas, mas todas com uma característica comum.
Tal como o autor do livro escreve, ele via pessoas em grupos, pessoas acorrentadas que pareciam condenados, outros andavam de muletas e tinham ligaduras à volta da cabeça. Tudo para Bruno parecia estranho. Foi aí que a curiosidade dele começou a aumentar cada vez mais em relação a quem seriam aquelas pessoas, que vestiam um pijama às riscas cinzentas e um barrete na cabeça, também às riscas cinzentas.
Certa altura e depois de estar cansado da vida monótona que levava em Acho-Vil, Bruno decidiu partir à procura e à exploração.
Decidiu então descobrir aquilo que mais o intrigava, o campo de vedação que avistava da janela do seu quarto.
Saiu de casa e foi à descoberta… explorou os jardins por detrás da casa, e dirige-se à quinta que viu ali perto.
Nesse local, Bruno conhece Shmuel, um rapaz da sua idade que vive numa realidade bem diferente da dele, do outro lado da vedação.
Bruno questiona-se do porque de ele estar naquele sitio e Shmuel conta-lhe a sua história.
Falavam e trocavam impressões todas as tardes depois das aulas de Bruno. Esses momentos repetiram-se durante muitos meses e Bruno já se começa a sentir melhor na nova casa.
Depois de começar a conhecer a história de Shmuel, a curiosidade de Bruno não parava e ele insistia cada vez mais para passar a vedação e ir para junto de Shmuel. Mas, ele dizia que seria uma má ideia e que aquele sítio onde ele vivia não era assim tão agradável quanto Bruno pensava.
Certo dia, Bruno numa conversa com Gretel (irmã mais velha três anos), ela explicou-lhe que aqueles milhares de pessoas vestidas de igual eram judeus e então deveriam ser desprezados por Bruno e a restante família dele.
Dada a altura a mãe de Bruno cansou-se da vida que levava em Acho-Vil e em conjunto com o marido decidiram que o melhor seria regressarem à casa de Berlim, com os seus dois filhos, pois achava que não era lugar para educar duas crianças.
Bruno quando soube disso ficou triste e descobriu que já não estava assim tão ansioso para regressar a casa.
Ao despedir-se do seu amigo, Bruno continuou a não negar a curiosidade de visitar o lugar onde vivia o seu amigo. E uma ideia surgiu. Bruno sugeriu a Shmuel vestir um pijama às riscas igual ao dele e assim ninguém ia desconfiar que Bruno não pertencia aquele grupo de judeus.
Assim aconteceu… Vestiu o pijama às riscas e passou para o outro lado da vedação. Bruno pasmou com tudo que viu. Que realidade tão diferente da dele.
Foram todos para dentro de uma sala escura e um som metálico se fez ouvir. Nunca mais se soube nada do Bruno, naturalmente mataram-no a ele e a todos os milhares dos judeus.
Depois de muito procurarem descobriram a roupa que o Bruno deixou junto da vedação. O seu pai muito desconsolado, sentou-se junto a elas. Meses depois chegaram outros soldados a Acho-Vil e o pai de Bruno recebeu ordens para ir com eles, partindo sem protestar e já não se importava depois da perda do filho, com o que lhe pudessem fazer. O pai foi vítima dos soldados anti-judeus, tal como ele era antes da morte do seu filho.

Trailler do filme



segunda-feira, 2 de novembro de 2009

“Mein kampf” – Bíblia nazi



Adolf Hitler, preso no ano de 1924 em Landsberg após uma tentativa de golpe de Estado, escreve o livro “Mein Kampf”, em português “minha luta”, onde expõe a ideologia nazi e tudo o que o Nazismo viria a realizar quando tomasse o poder.

Alguns dos princípios presentes neste livro são: Culto do Chefe (da personalidade), Totalitarismo/Autoritarismo, Nacionalismo, Racismo e anti-semitismo, Imperialismo (“Espaço Vital”), Militarismo, Corporativismo, Partido Único.

Aconselhamos a leitura deste livro, que pretendemos pormenorizar em futuros posts ao longo deste blog.